saiu para a rua. embrenhou-se na espessura da noite, amou e traiu, seduziu e deixou-se seduzir, morreu um pouco todas as manhãs e nunca mais regressou ao que tinha sido. (al berto)
Sou apreciador da filmografia de Fassbinder. Querelle, que foi o último filme que ele dirigiu é o único que não consigo gostar, talvez pela carga homossexual.
De Fassbinder gosto particularmente da peça de teatro (tb adaptada para o Cinema), "As lágrimas amargas de Petra Von Kant". De Al Berto, já sabes, e da obra de onde extrais o excerto (que transformas em "poema")..., enfim, algo mais de excelente naquelas que são as problemáticas tratadas. A abordagem é, inequivocamente, "muito Al Berto", até pelo que trouxe de novo ou bastante diferente, no âmbito da Literatura Portuguesa (Contemporânea).
Al Berto, Al Berto..... agradável mas nada mais. Não sou apologista da sua poesia. Mas admiro imenso a sua obra e o seu inconstante pensamento.... São discutíveis e isso é bom. . .
Aprecio as palavras de Al Berto que colocaste. De Fassbinder não vi nada, mas sei que a banda-sonora de Querelle esteve nomeada para os Razzies. Sei disto porque nela participam Peer Raben (que faz um trabalho magnífico no 2046) e a grande senhora Jeanne Moreau. :)
Grande poeta, grande ou maior cineasta porque, além disso, também poeta da imagem... e sobre quem já postei e quase não teve reacções. Acho que continua a ser um «maldito», graças a deus, tal como o Jean Genet. Excelente combinação. Um grande beijo para ti.
Gostos não se discutem, no entanto, não resisto; é triste sabermos que alguém não gosta de um filme devido à sua carga homossexual e não a outra coisa qualquer. Muitos dos artistas, escritores, enfim, gente do mundo das artes e das ideias que eu realmente admiro e com os quais eu me identifico são homossexuais e são fantásticos. E ainda me atrevo a dizer mais uma coisa, um homem que seja homossexual tem sempre algo interessante outro, heterossexual, pode ter ou não ... Pois é, Nuno somos todos tão diferentes uns dos outros!
Achei piada ao facto do luís miguel não ser apologista da poesia do Al Berto ... deve ser mais apologista da poesia "dele- próprio" ! Gostos não se discutem !!!
qu'é qu'eu vou dizer? são grandes, os dois, são malditos, os dois? não, isso é pô-los aqui, no meio de nós. e isso não. que estão para lá deste mundo e falam das coisas dele para nós sabermos. eu oiço. tu também. e os pop dell'arte também. depois, se outros ouvem é lá com eles. porque a mim dá-me cá um destes abalos se acham os homo fantásticos ou se não, se são apologistas ou se não... dá-me cá um destes abalos... querelle, ah que saudades das tardes clandestinas no cinema quarteto...e dou-te beijos só por isso. e porque sim. toma: chuac, chuac...
Hum...o Fassbinder é um dos meus realizadores, ou não tivesse ele, além de todos os restantes méritos, o de ter escolhido a Shygulla como sua diva :-) Beijinho (o Al Berto...entende-se que haja quem não goste)
E vai o resto do comentário que não seguiu e que é para a Margarida: se é certo que não concordo com o preconceito em relação à homosexualidade, também é certo que não penso que a mesma traga alguma mais valia especial. A discriminação pela negativa, não é, na essência, diferente da que é feita pela positiva
Aceito a crítica que me fazes; no entanto, acrescento que dentro da homossexualidade existe, frequentemente, como que uma certa sensibilidade ou talvez fragilidade inerente e que eu considero, independente de tudo o resto. É isso.
Margarida, O que eu acho extraordinário é fazeres juízos de valor de pessoas que não conheces. O que eu quis dizer especificamente em relação aquele filme é que devido à sua carga homossexual o filme não me interessava, o que não acontece com os outros filmes do Fassbinder que eu muito admiro.
Efectivamente, Margarida, gostos não se discutem. Assume um válido email e/ou blog e logo mais falaremos... O meu comentário (se é que ainda o tenho de repetir e esclarecer para ti) centrava-se na poesia (nas palavras, nas letras) do A. Berto. Nada mais do que isso. Obviamente que não conheces os meus escritos, ou os meus sentimentos... Questiono inclusive se alguma vez visitaste ou leste os blogs de todos estes comentadores, os mesmos que, incompreensivelmente, criticaste tão negativamente... Fiz o que nunca fiz: comentar comentários absurdos, patéticos, despropositados, irrelevantes... Queres um bom e simples português que tenho a certeza que entendes? Uma grande treta, pura e simples. Dá a cara, assume-te. E acredita nisto: fui muito diplomático nos termos que utilizei em relação a ti... (..da-se!!!!) ... . Peço desculpa Corpo, mas era inevitável.. Perdão.
22 Comments:
A banda sonora proposta só podia ser "Querelle" dos Pop Dell'Arte.
Onde é que eu já vi e ouvi isto?
Querelle e O Céu sobre Berlim.
Boa noite!
Sou apreciador da filmografia de Fassbinder. Querelle, que foi o último filme que ele dirigiu é o único que não consigo gostar, talvez pela carga homossexual.
não gosto do filme.
De Fassbinder gosto particularmente da peça de teatro (tb adaptada para o Cinema), "As lágrimas amargas de Petra Von Kant". De Al Berto, já sabes, e da obra de onde extrais o excerto (que transformas em "poema")..., enfim, algo mais de excelente naquelas que são as problemáticas tratadas. A abordagem é, inequivocamente, "muito Al Berto", até pelo que trouxe de novo ou bastante diferente, no âmbito da Literatura Portuguesa (Contemporânea).
Beijinho :)
Al Berto, Al Berto..... agradável mas nada mais. Não sou apologista da sua poesia. Mas admiro imenso a sua obra e o seu inconstante pensamento.... São discutíveis e isso é bom.
.
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Aprecio as palavras de Al Berto que colocaste. De Fassbinder não vi nada, mas sei que a banda-sonora de Querelle esteve nomeada para os Razzies.
Sei disto porque nela participam Peer Raben (que faz um trabalho magnífico no 2046) e a grande senhora Jeanne Moreau. :)
Grande poeta, grande ou maior cineasta porque, além disso, também poeta da imagem... e sobre quem já postei e quase não teve reacções. Acho que continua a ser um «maldito», graças a deus, tal como o Jean Genet.
Excelente combinação.
Um grande beijo para ti.
Yeap CSA. Corpo, agora já te percebo relativo ao comment dos Pop Dell'Arte :) Wee!
Bjzz de Brest
Gostos não se discutem, no entanto, não resisto; é triste sabermos que alguém não gosta de um filme devido à sua carga homossexual e não a outra coisa qualquer. Muitos dos artistas, escritores, enfim, gente do mundo das artes e das ideias que eu realmente admiro e com os quais eu me identifico são homossexuais e são fantásticos. E ainda me atrevo a dizer mais uma coisa, um homem que seja homossexual tem sempre algo interessante outro, heterossexual, pode ter ou não ...
Pois é, Nuno somos todos tão diferentes uns dos outros!
Achei piada ao facto do luís miguel não ser apologista da poesia do Al Berto ... deve ser mais apologista da poesia "dele- próprio" !
Gostos não se discutem !!!
qu'é qu'eu vou dizer? são grandes, os dois, são malditos, os dois? não, isso é pô-los aqui, no meio de nós. e isso não. que estão para lá deste mundo e falam das coisas dele para nós sabermos. eu oiço. tu também. e os pop dell'arte também. depois, se outros ouvem é lá com eles. porque a mim dá-me cá um destes abalos se acham os homo fantásticos ou se não, se são apologistas ou se não... dá-me cá um destes abalos... querelle, ah que saudades das tardes clandestinas no cinema quarteto...e dou-te beijos só por isso. e porque sim. toma: chuac, chuac...
a s a u d a d e. de ser bom dia. visivelmente...
d e s v i o?
a
b
r
a
ç
o.
Pois ... eu entendo-te, Blimunda!
Beijos também para ti.
Hum...o Fassbinder é um dos meus realizadores, ou não tivesse ele, além de todos os restantes méritos, o de ter escolhido a Shygulla como sua diva :-)
Beijinho
(o Al Berto...entende-se que haja quem não goste)
E vai o resto do comentário que não seguiu e que é para a Margarida: se é certo que não concordo com o preconceito em relação à homosexualidade, também é certo que não penso que a mesma traga alguma mais valia especial. A discriminação pela negativa, não é, na essência, diferente da que é feita pela positiva
Aceito a crítica que me fazes; no entanto, acrescento que dentro da homossexualidade existe, frequentemente, como que uma certa sensibilidade ou talvez fragilidade inerente e que eu considero, independente de tudo o resto. É isso.
o último grande filme de um realizador gigante!
abraço.
Margarida, O que eu acho extraordinário é fazeres juízos de valor de pessoas que não conheces. O que eu quis dizer especificamente em relação aquele filme é que devido à sua carga homossexual o filme não me interessava, o que não acontece com os outros filmes do Fassbinder que eu muito admiro.
Efectivamente, Margarida, gostos não se discutem. Assume um válido email e/ou blog e logo mais falaremos... O meu comentário (se é que ainda o tenho de repetir e esclarecer para ti) centrava-se na poesia (nas palavras, nas letras) do A. Berto. Nada mais do que isso. Obviamente que não conheces os meus escritos, ou os meus sentimentos... Questiono inclusive se alguma vez visitaste ou leste os blogs de todos estes comentadores, os mesmos que, incompreensivelmente, criticaste tão negativamente... Fiz o que nunca fiz: comentar comentários absurdos, patéticos, despropositados, irrelevantes... Queres um bom e simples português que tenho a certeza que entendes? Uma grande treta, pura e simples. Dá a cara, assume-te. E acredita nisto: fui muito diplomático nos termos que utilizei em relação a ti... (..da-se!!!!)
...
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Peço desculpa Corpo, mas era inevitável.. Perdão.
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Delicioso,repulsivo,atrevido.
Tenho ciúmes dos marinheiros que um dia se cruzem contigo.
Francisco
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