o nosso mais belo dever
é imaginar que há um labirinto
e um fio.
nunca daremos com o fio;
talvez o encontremos e o percamos
num acto de fé,
num ritmo, no sono,
nas palavras que se chamam filosofia
ou na mera e simples felicidade.
(jorge luis borges)
. photo by cindy sherman
11 Comments:
bonitas palavras. como sempre.
E a foto, que maravilha! :)
Questiono-me...
na ausência do fio (de Ariadne) resta-nos o labirinto... e alguma vez chegaremos ao seu centro que não é senão o sentido e a razão de ser do mesmo?
Não há nada melhor no mundo do que mergulhar nas sábias palavras de Borges. Ele ensina-nos tantas coisa.
A Cindy Sherman também pertence ao grupo dos really, really. :)
atenção, isto é uma reclamação, zangou-se? com o piano e com a cidade dos objectos? e com o erato?bjo.:)
A mera e simples felicidade pode resultar se dermos com o fio. Os labirintos estão cheios de bifurcações e cruzamentos que (who knows?) nos podem conduzir a esse destino final. Com o fio, há sempre a (também) mera hipótese do retrocesso.
É bom darmos com o fio!
Bjzz labirínticos
Sábias as palavras de Jorge Luis Borges
A morte chama-nos, de olhos abertos.
e percorrendo o "jardim dos caminhos que se bifurcam", durante o gotejar do tempo em que respiramos, encontrar e perder, num ciclo ascencional, os fios com que se cose e ata o tecido de nós; que isso ajude a preferir e seleccionar as sucessivas avenidas do labirinto...
«Selvagem no coração? talvez...como LIVRE é de pensamento, de ser SER. Fora de tempo, fora de terra, é assim que talvez o «Wild at Heart» se sinta...Por entre bafos de cigarros, de cinza carregada de estórias, pensamentos, desejos. Apenas mais alguem que aínda combate Fantasmas na cidade das Almas...por enquanto.
Beijo a ti «desconhecida»
Antes que o fio do tempo nos dite a morte, encontrar água é preciso.
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