Monday, September 19, 2005

tu és o nó de sangue que me sufoca.
dormes na minha insónia
como o aroma entre os tendões da madeira fria.
és uma faca cravada na minha vida secreta.
(herberto helder)


photo by cindy sherman

18 Comments:

Blogger disparosacidentais said...

não sei comentar.

7:21 pm  
Anonymous Anonymous said...

Já estava a estranhar. Estavas a ficar demasiado consensual...
rsrsrsrsrs!
Beijo. Francisco.

9:28 pm  
Blogger SGC said...

Que metáfora sanguínea para definir a capital importância da dor da funcionalidade...
Respeitos!

3:47 am  
Anonymous João said...

Navegando de blog para blog finalmente percebi. Este é o post pós Diamanda Galás!
Sortuda!

3:19 pm  
Blogger Elvira Bill said...

O Herberto Helder roubou-me as palavras ;)

12:24 am  
Blogger Yardbird said...

Sabes que o Herberto Helder nunca foi dos meus poetas. Por isso, leio-o pouco, e também por isso, fico sempre surpreendido quando me surgem coisas destas :-) Beijinho meu

4:45 pm  
Blogger Nuno said...

O Herberto Helder é o maior poeta português vivo, prova disso é o que ele consegue transmitir a partir de poucas palavras. è realmente dificil comentar Helberto Helder!

6:29 pm  
Blogger C.S.A. said...

. Vulcões... Estava o amigo a dizer-me: pensar, não - reagir. HH
E o cantar assim, sem fôlego, dunas fulvas, no bosque que há em nós, por dentro, na linha precisa da mitologia, do reflexo do espelho, olhos raiados de vermelho - sim, quem espreitar para o interior verá esse fantástico sinal de vampirismo - faz-me dizer: sim, ele estava morto, morrera na minha nascença, convulso, cravado em mim.

6:40 pm  
Blogger JJ said...

Muito belo este poema do HH, que pincela magistralmente o desespero do amor apaixonado que (des)espera sem qualquer esperança ou confiança.

7:42 pm  
Blogger dueto said...

"dormes na minha insónia":

a persistência do assombro, mesmo qdo cerramos as cortinas de pálpebra ao mundo...

1:13 am  
Blogger O poeta noctívago said...

Um dos meus poemas predilectos de sempre. Que fantástico gosto, Corpo! :)

1:30 am  
Anonymous Anonymous said...

É incrível como ao seleccionares este trecho nos deixas tão angustiados. O poema no todo não nos faz sentir assim.
Nuno Vargas

2:00 am  
Blogger Kraak/Peixinho said...

Hey Corpo :) Cá estou eu de volta pela blogosfera e a visitar os companheiros de jornada. Nada como umas férias para apagar o que nos sufoca durante o ano e que nos ajuda a renascer das insónias e a voltar a sentir o aroma das belezas que perdemos durante 11 meses do ano. (Inspirado nas palavras de Herberto Helder).

Bjzzz de regresso

3:19 pm  
Blogger Mendes Ferreira said...

E N O R ME post. em tudo. Tudo.

4:04 pm  
Anonymous lup51 said...

o herberto é um génio.

tenho andado a ler imenso os surrealistas. cesariny, lisboa, comprei tb o henrique leiria... e tb tenho lido sobre eles. de facto é uma aventura essencial para quem gosta de poesia.

tenho postado algumas coisas dentro desse universo.

9:54 pm  
Blogger jose said...

adoro muito. herberto helder. o josé fica louco. fica louco.

4:43 am  
Blogger TMara said...

os poemas (ou excertos) estão muito bem ilustrados. as imagens enriquecem-nos numa das ideias fortes e dirigem-nos para ela. Bjs e :)

5:32 pm  
Blogger merdinhas said...

Vim à procura de H. Helder aqui. Move-me também a curiosidade da imagem associada.
Saberás que postei "Ou o poema contínuo"...e dos poetas portugueses, vivos, ele é seguramente o que mais sabe dedilhar versos.

10:55 am  

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