Saturday, November 12, 2005
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17 Comments:
essa frase faz-me lembrar o Ricardo Reis e a sua ataraxia e o quão perfeita me parece.
Quanto ao filme olha, nunca vi, mas queria muy ver. A banda-sonora canta cá e é bem boa. :)
vivamos, então!
gostava de ter visto esse filme antes..gostava de gostar dele há mais tempo.
Ainda assim, vale a pena arriscar e viver... A segurança às vezes incomoda. É bom correr o risco... Mesmo que o mundo possa abater-se sobre as nossas cabeças...
Na verdade, enquanto estamos vivos, temos mesmo que viver (risos).
De que forma vivemos? Isso é outro assunto...
Cada um vive como pode, ou sabe, ou não sabe, ou não pode, ou não quer viver.
O limite pode ser um bom horizonte - assim o queiramos.
Eu pessoalmente, já vivi viva e já vivi morta - que é a mais profunda das dores.
Como vivo hoje? Não sei...
No filme: vive-se como se pode, ou se sabe, ou talvez, só talvez, como se quer viver.
Definitivamente: faminto de poços, os da morte, a mota aquecendo para mais uma corrida, olhos vendados, subindo e descendo... e as feridas são tantas, as unhas tão rentes, que a marcha, por vezes, só se dá nas imaginações da imagem. Claro que o homem e as suas circunstâncias de Ortega y Gasset têm muito peso, ainda que nos compita também mudá-las, às circunstâncias, mas nisso está também o outro, a alteridade, que nos podem confirmar... e isso não passa, para mim, pelo menos, por um qualquer «bonnie and clyde», mas por uma «marginalia», o'neilliana, por certo, cesarinyana, em absoluto, por um corpo delirante, orgânico, distanciado da confortável «indústria» que comanda a maioria dos homens e mulheres.
A segurança é ornitologia para freiras; mto melhor o"vivere"...;-)
historybuff
Some day they'll go down together.
They'll bury them side by side.
To few it'll be grief -
To the law a relief -
but it's death for Bonnie and Clyde.
O'Neill, O´Neill, soberbo O´Neill..
Esta sua máxima tem muito a ser discutido mas dita como foi dita numa vertente poética é pois, perfeitamente compreensível e aceite..
.
Bom fim de semana, Corpo..
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Estas tiradas do Mestre Alexandre são simplesmente deliciosas! :)
Tens um Cesariny de Lisboa para o Porto para o «desamparo». Vai entre aspas para não confundir c/noção psicanalítica (risos).
:) subscrevo. bjo. Corpo.
Ambos sabemos isso. Mas optamos sempre pelo perigo, não é?
Francisco
somos um "bicho de terra pequeno", mas amplificado quando nos arriscamos por dentro dessa terra e dessa carne
(os excertos escolhidos dizem tudo/dizem-nos)
www.serdespanto.blogspot.com
somos um "bicho de terra tão pequeno", mas amplificamo-nos quando arriscamos por dentro dessa carne escura.
(a selecção, que aqui fazes das palavras, diz-nos)
Mais segura?! Talvez nas intermitências da morte.
uma frase sobre a vida numa imagem de "bonnie and clyde"? perfeito! (melhor só podia ser se a citação estivesse com foto de "natural born killers")
Mas viver sempre à beira do abismo cansa.
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