Thursday, January 26, 2006

nós éramos essa cidade
tremendamente posta em uso,
em toda a parte estavam
mãos em vez de garfos e lâmpadas,
e a frase era assim:
o amor, as mãos ininterruptas.
(herberto helder)

"happy together" by wong kar-wai

33 Comments:

Blogger manhã said...

Vi o filme, mas o título baralhou-me, eles, nessa cidade, estavam improvavelmente felizes!

12:11 am  
Blogger joana said...

as mãos, sempre as mãos a indicar caminhos.

10:42 am  
Anonymous Anonymous said...

Improvavelmente infelizes e happy together?

E-clair

1:00 pm  
Blogger Nuno said...

Acho que já o disse noutra ocasião, mas repito, o Herberto Helder é o melhor porta português vivo.

3:15 pm  
Blogger macaso said...

Não podemos escolher o amor. Podemos escolher o quanto queremos sofrer. Happy together mas não necessariamente felizes.

Achei engraçada a coincidência das escolhas. No puro também tenho a imagem de um dos filmes deste excelente realizador.

10:19 pm  
Blogger Rubens da Cunha said...

muito interessante este corpo visível. cinema e poesia. territórios distantes que se complementam. vibrei com a junção entre Helder e Kar-wai. perfeito.
rubens

3:03 am  
Blogger Naked Lunch said...

uma fotografia (o filme, não apenas esta) incrível

12:06 pm  
Blogger merdinhas said...

O que eles adoravam um no outro era a vida.

12:29 pm  
Anonymous lup51 said...

nao comento pelo filme, nao sou apreciador do genero... simplesmente para lembrar-te o quanto gosto deste blog... andei a passear nos arquivos... alguns grandes textos...

8:10 pm  
Blogger Mr_Lynch said...

Corpo Visível; mais um excelente poema e um excelente filme. Penso que é quase impossível não se admirar as obras do realizador Wong Kar-Wai. A fotografia dos seus filmes é admirável. Depois de "In the Mood for Love", "Happy Together" é um dos tais filmes onde o cuidado estético está em grande plano.
Parabéns pelo blog!

8:56 pm  
Blogger relampago said...

...hum hum...eu fico-me com o H.H. sempre.

e contigo.

sempre.
b.e.i.j.o.

1:12 pm  
Anonymous Anonymous said...

1ª de muitos dias (outros dias virão):

"Mergulhador na radiografia de brancura escarpada.
Arboreamente explosiva.
Busca na constelação salina a flor
que traga na boca
de bailarino. Uma bolha árdua, estelar, à tona
do corpo e da onda.
A morte confundida fora e dentro.
Quando não há palavra que se diga e apenas uma imagem
mostre em cima
os trabalhos e os dias submarinos."
HH with C.S.A.

1:48 pm  
Blogger jose said...

é uma verdadeira curiosidade. tu colocaste este post no dia em que chegou a minha cópia do happy together e o vi (finalmente) pela primeira vez.
juntas o meu realizador favorito com um dos meus poetas favoritos, e juntas elementos específicos de cada um que se deram mui bien.
muito apreciei este post. o teu arquivo pessoal é um paraíso bloguístico, pelo menos para mim que posso ver aqui alusões a coisas e nomes que adoro verdadeiramente.
herberto, al berto, kar-wai, antonioni, etc etc

1:38 pm  
Anonymous Anonymous said...

2ª de muitos dias:
"Recomecemos então, as mãos
palma com palma.
Diz, não digas, a palavra.
As palavras terão sentido ainda?
Haverá outro verão, outro mar
para as palavras?
Vão de vaga em vaga,
de vaga em vaga vão apagadas.
Seremos nós, tu e eu, as palavras?
Onde nos levam, neste crepúsculo,
assim palma com palma,
de mãos dadas?"
EA with CSA

12:07 am  
Blogger Vinícius Mendes said...

Realmente....Herberto Helder está entre os melhores poetas portuguesas. Metafora viva, ao extremo. abraço.

6:09 pm  
Blogger Mendes Ferreira said...

uma.boa.noite.



b.e.i.j.o.

11:05 pm  
Blogger Chibo said...

Pode ser o chá de menta no deserto. Levas-me?

5:15 pm  
Anonymous Anonymous said...

3ª de muitos dias, e porque é noite, de chuva:

«As Casas
I
As casas vieram de noite
De manhã são casas
À noite estendem os braços para o alto
fumegam vão partir

Fecham os olhos
percorrem grandes distâncias
como nuvens ou navios

As casas fluem de noite
sob a maré dos rios

São altamente mais dóceis
que as crianças
Dentro do estuque se fecham
pensativas

Tentam falar bem claro
no silêncio
com sua voz de telhas inclinadas

II
Prometeu ser virgem toda a vida
Desceu persianas sobre os olhos
alimentou-se de aranhas
humidades
raios de sol oblíquos

Quando lhe tocam quereria fugir
se abriam uma porta
escondia o sexo

Ruiu num espasmo de verão
molhada por um sol masculino

V
Louca como era a da esquina
recebia gente a qualquer hora

Caía em pedaços e
vejam lá convidava as rameiras
os ratos os ninhos de cegonha
apitos de comboio bêbados pianos
como todas as vozes de animais selvagens»

Oh, a noite, as casas, a chuva :)

LNJ with CSA

1:01 am  
Blogger stillforty said...

Bonitas as palavras do Helder, o filme não conheço;)

3:15 pm  
Blogger relampago said...

...AQUI ESTOU. DE NOVO. SÓ PARA ESCORREGAR UM BEIJO.

3:22 pm  
Blogger holeart said...

gracias...

8:13 am  
Blogger Mendes Ferreira said...

bom fim de semana....corpo (in)visivel .


bjo.

12:48 pm  
Anonymous Anonymous said...

4ª de muitos dias, e porque é domingo:

«Poema de Domingo

Oi!
Toma um pouco de luz!...
Tantas quantas existirem
No universo sem fim
Universo de mim
Canções enluaradas...

Feliz?
Todos os sóis brilham
Por aqui
Nesses pequenos espaços
Ensolarados corações
Buscantes em felicidades

Até!
Irmão sol e irmã lua
Cumprimentam-te do céu
Diretamente prá Terra

Saudações!
O universo dos poemas
Deseja-te liberdade com todas
as letras do vocabulário!...

Beijo!
Poético, eternamente,
poético.

...e para não fugir
ao rumo da história...

... bye!»


RC with CSA

6:37 pm  
Anonymous Anonymous said...

5ª de muitos dias, e porque... porque sim:

As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões
E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos - digo,
As mulheres - ainda que as casas apresentem os telhados inclinados
Ao peso dos pássaros que se abrigam.

É à janela dos filhos que as mulheres respiram
Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas
Transformam-se em escadas

Muitas mulheres transformam-se em paisagens
Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram
Nos ramos - no pescoço das mães - ainda que as árvores irradiem
Cheias de rebentos

As mulheres aspiram para dentro
E geram continuamente. Transformam-se em pomares.
Elas arrumam a casa
Elas põem a mesa
Ao redor do coração.

DF with CSA

11:54 pm  
Anonymous Anonymous said...

Eu sei.
Francisco

6:16 pm  
Blogger Mr_Lynch said...

Ei CORPO VISÍVEL; para quando o próximo "post"? A menina anda a ficar preguiçosa!!! (risos)
;-)

8:25 pm  
Blogger paopbocca said...

bom fim de semana, corpo visivel...o meu é invisível

4:02 pm  
Blogger CPiteira said...

CorpoVisível... eu já sei este Post de cor... de trás pra frente... de frente pra trás... de pernas pro ar!!! faz maissssss postttt's POR FAVOR!!! :) 1bj Cláudia

10:29 pm  
Blogger Mendes Ferreira said...

..........(.....)........





saudade.

12:22 pm  
Blogger Kraak/Peixinho said...

Corpo, ao contrário dessa cidade, a minha hoje tem garfos e luzes reluzentes :) E com muitas mãos :)

Bjzz com saudades

2:25 pm  
Blogger INDIGENTE ANDRAJOSO said...

fica sempre o tango...

5:52 pm  
Blogger dueto said...

ainda não vi este, mas o realizador faz-me reinventar a retina com o recorte fotográfico da sua produção.hh é um eco permanente, escuso-me a explicar.
vim renovar a minha visita, já que os meus préstimos à blogspot se têm marcado pela ausência, quer em minha casa, quer na dos outros...

12:45 pm  
Blogger intruso said...

...um dos meus filmes favoritos do karWai

(e fica-lhe bem o Herberto Helder)

tremendamente mãos.

12:43 am  

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