Saturday, April 22, 2006

queria falar do mar
gostava de ter dito algo como isto:
- foi o mar
que me fez começar a pensar no amor,
mais do que noutra coisa;
quero dizer,
num amor por que valha a pena morrer,
num amor que consuma uma pessoa.

(yukio mishima)


"dolls" by takeshi kitano

34 Comments:

Blogger jose said...

olha, desta é que não estava à espera.
yukio mishima é demasiado especial, nem consigo pensar muito bem quando tento explicar o efeito que tem no josé.
é, enfim, o meu escritor não-português favorito. talvez exagere, talvez não o seja. mas está lá no topo, sem dúvida.
e olha, o dolls também é bem bom. vi quatro do kitano. três deles são verdadeiras maravilhas. hana bi, dolls e kidzu ritain são três excelentes filmes, mesmo, sendo que o último toca-me de uma maneira especial

3:59 pm  
Blogger O Caso de Charles Dexter Ward said...

Acreditas que exista um amor assim, por que valha a pena morrer?

6:44 pm  
Blogger merdinhas said...

"Dividi a minha vida em quatro rios:
o rio dos livros, o rio do teatro, o rio doo corpo e o rio da acção, e esses qutro rios desaguam no mar da fertilidade."

Sabes que morreu a praticar o "seppuku" ou "hara kiri"...

Conheci-o com "O Templo Doirado" o edificio que vibrava dentro dele...

12:22 am  
Blogger Mendes Ferreira said...

li-o demais....ou seja....amo-O.


____________________a ti.!


o mar.líquido. e não não é redumdância...:).


beijo.

9:57 am  
Anonymous Anonymous said...

Apanhas-me quase sempre desprevenido. Por detrás de palavras belas e de imagens aparentemente inofensivas, estão sempre personagens devastadas, à beira do abismo. Marginais. Nada é o que parece. Saio daqui sempre perturbado. Pergunto-me, quem és tu, que escondida nas palavras e imagens de outros nos conduzes aos precipícios da alma humana?
João

4:50 pm  
Anonymous Anonymous said...

chove
não há mar que sirva de porto a tanta
água – espero a tua águia
o livro aberto
branco
incensado
e no céu por mais que olhe e espere
só encontro gaivotas com mãos cheias de algas
já os peixes se dissiparam
num sopro recortado na orla dos
seus caminhos conjugais

neste japão (...) in http://saudadesdeantero.blogspot.com/2006_04_01_saudadesdeantero_archive.html#114573772109344503

CSA

10:52 pm  
Anonymous candida said...

tive pena de não ter visto este filme.

12:56 am  
Blogger Naked Lunch said...

não foi o mar. foi uma imagem. o olhar, sobretudo

10:28 am  
Blogger Mendes Ferreira said...

queria ter.te dito. que não foi o mar.


ante tu.

com as tuas palavras. de água.


bom dia.

12:24 pm  
Anonymous flip said...

esse filme é tao bom...

7:34 pm  
Blogger ....!!.... said...

mais um comentário

1:23 am  
Blogger merdinhas said...

As convicções são inimigas mais perigosas da verdade que as mentiras.

Nietzsche

Acho que ele te responde. Ou talvez não.

1:30 am  
Blogger ccc said...

Está tão interessante o post como os comentários :)
Conheço prosa mas poesia oriental tenho de admitir que me escapa.

8:49 am  
Anonymous Anonymous said...

Nunca pensei que fosse possível juntar palavras a este filme. O teatro Bunraku, uma das formas de expressão mais peculiares do Japão, encena amores infelizes onde quase sempre os amantes morrem tragicamnete no final. As três histórias de amor do Kitano, baseadas neste tipo de arte, encharcadas de fatalismo e de uma esplêndida beleza visual encaixam mesmo bem das palavras do Mishima. Um amor por que valha a pena morrer...
Francisco

5:07 pm  
Blogger n. said...

paixão em lisboa. tiger man. que tal?

5:56 pm  
Blogger Mr_Lynch said...

Cara corpo-visível;
Aprecio muito a escrita do Yukio Mishima (ou será melhor dizer do Hiraoka Kimitake :-P) cujo suicidio se tornou um dos mais famosos. Uma escrita muito fluente e cheia de analogias à "être de vivre" japonesa. *

11:19 pm  
Blogger Rita said...

Este "tema" é-me muito querido.

Pois que no meu caso foi o amor que me fez começar a pensar no mar.

São ambos tão grandes, não achas?

Talvez mesmo indissociáveis... pelo menos para mim.

12:57 am  
Blogger footprints said...

O amor absoluto. E há outro?

5:09 am  
Blogger Jazz Manel said...

será que o Tão sabe nadar?

4:57 pm  
Anonymous Handprint said...

uaaaaauuuuuuuu! Vale a pena pensa nisso!!! Tenho que ver o filme!!!

1:05 am  
Blogger harpa said...

obrigada....corpo!

10:11 pm  
Blogger blackangel said...

toda a razão...

gosto!

yukio mishima é especial, excepcional mesmo.

amo-o demais nada a fazer...o amor é uma palavra...tão f.ácil de diz.er...amo...só

12:25 am  
Blogger harpa said...

boa tarde Corpo. visivel/invisivel. nos sublinhados de Y.M.



b.e.i.j.o.

7:55 pm  
Blogger Naked Lunch said...

é importante dizer tudo quase sempre, não deixar para trás. viver a coisa. não pensar devia ter... fica-se leve assim...

12:54 pm  
Anonymous Friedrich said...

Queria falar do amor... Mas o mar levava-o enrolado nas suas ondas, espalhando-se na areia da praia. Onde no dia anterior esteve deitado!

1:04 am  
Blogger MBSilva said...

Fantástico o post! Os comentários completam-no!

Mar e amor... cujo elemento comum é a imensidade de proporções que representam!
Confirmei algo que sempre pensei e defendo...
Obrigada!

1:34 pm  
Blogger INDIGENTE ANDRAJOSO said...

http://unit.bjork.com/specials/dr9/

7:20 pm  
Blogger Kraak/Peixinho said...

Mishima... sempre sábio e a disfrutar das graças do mar... Este post está excelente, Corpo! (como sempre)

Curto esta tua criatividade :)

Offpost: Elliott Brood, 16 Mai, Casa das Artes?

8:00 pm  
Blogger dueto said...

só que o mar renova-se a cada rebentamento de onda... sejam assim as nossas veias, para que não se consumam em absoluto, para que se forme uma nova onda.

7:31 pm  
Blogger blackangel said...

não avanças com isto, pá?

2:47 pm  
Blogger Mendes Ferreira said...

pois....tb espero. mais.



b.e.i.j.o.

4:24 pm  
Blogger merdinhas said...

Fugiste com o fantasma da Frida?

12:12 am  
Blogger O Caso de Charles Dexter Ward said...

Já tens o programa de Serralves em Festa? Já viste quem vem fazer "As Montanhas da Loucura" do Lovecraft? :)

1:08 am  
Blogger Ana said...

Está bonito e especial mas nao acredito que apenas o mar nos faça pensar no amor inabavel. Existem tantas outras coisas que vivem inseparáveis do amor.

(gostei deste canto, vou passar por ca mais vezes)

7:19 pm  

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